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O prestígio é um recurso finito: quando deixa de ser alimentado pela excelência, acaba se tornando uma lembrança.
O prestígio e a reputação que esta universidade construiu ao longo de décadas contrastam com uma realidade que, na minha experiência, reflete uma instituição cada vez mais decadente. A reputação histórica pode abrir portas, mas não deveria servir para ocultar as numerosas carências que afetam o dia a dia de quem estuda nela. Reconheço que houve disciplinas nas quais aproveitava mais uma hora em casa do que em aulas que se limitavam a ser uma leitura de slides em voz alta. Em conclusão, o índice de absenteísmo era muito elevado, mas isso parecia ter pouca repercussão no desempenho médio da turma. Absolutamente todas as competências que o programa prometia ficavam incompletas sem cursar seu respectivo mestrado, que, claro, eram promovidos desde os primeiros anos como se fossem a continuação natural e imprescindível do curso. Outro aspecto que me decepcionou profundamente foi o sistema de estágios. Na minha experiência, uma parte importante das vagas era oferecida em empresas e instituições com pouco reconhecimento no setor ou, diretamente, em organizações cuja atividade parecia se sustentar graças ao trabalho de estudantes estagiários. Em muitos casos, dava a sensação de que os estagiários não iam para aprender com profissionais experientes, mas para cobrir necessidades estruturais de pessoal realizando tarefas próprias de um trabalhador. Também percebi um ambiente excessivamente condicionado pelas relações internas e pela endogamia existente entre determinados departamentos. Do meu ponto de vista, isso acabava afetando a forma como os conflitos eram geridos e a tomada de decisões, favorecendo às vezes respostas desproporcionais em vez de buscar soluções objetivas e transparentes. A sensação que se transmite ao aluno é que questionar determinadas dinâmicas pode ter consequências desagradáveis e que, em alguns casos, pesa mais proteger a imagem da instituição do que ouvir as críticas de quem faz parte dela. A isso se somava um tratamento que, na minha experiência, resultava classista e condescendente dependendo do perfil ou da procedência do aluno. É difícil sentir que se valoriza o esforço acadêmico quando a impressão é que nem todos os estudantes partem do mesmo ponto na hora de serem ouvidos ou considerados. Considero que, para o elevado custo da matrícula e o tratamento recebido por parte das autoridades universitárias, não vale a pena estudar nesta instituição. Minha passagem por ela me deixou a sensação de que se prioriza muito mais a imagem e o prestígio da universidade do que a qualidade real da formação e a experiência de seus estudantes.
El prestigio y el renombre que esta universidad ha construido durante décadas contrastan con una realidad que, en mi experiencia, refleja una institución cada vez más decadente. La reputación histórica puede abrir puertas, pero no debería servir para ocultar las numerosas carencias que afectan al día a día de quienes estudian en ella. Reconozco que hubo asignaturas en las que aprovechaba más una hora en mi casa que en clases que se limitaban a ser una lectura de diapositivas en voz alta. En conclusión, el índice de absentismo era muy elevado, pero ello apenas parecía repercutir en el rendimiento medio de la clase. Absolutamente todas las competencias que prometía el programa quedaban incompletas sin cursar su correspondiente máster, que, por supuesto, se encargaban de promocionar desde los primeros cursos como si fuera la continuación natural e imprescindible de la carrera. Otro aspecto que me decepcionó profundamente fue el sistema de prácticas. En mi experiencia, una parte importante de las plazas se ofertaban en empresas e instituciones con escaso reconocimiento dentro del sector o, directamente, en organizaciones cuya actividad parecía sostenerse gracias al trabajo de estudiantes en prácticas. En demasiados casos daba la sensación de que los becarios no acudían para aprender de profesionales con experiencia, sino para cubrir necesidades estructurales de personal realizando tareas propias de un trabajador. También percibí un ambiente excesivamente condicionado por las relaciones internas y la endogamia existente entre determinados departamentos. Desde mi punto de vista, esto terminaba afectando a la forma en que se gestionaban los conflictos y la toma de decisiones, favoreciendo en ocasiones respuestas desproporcionadas en lugar de buscar soluciones objetivas y transparentes. La sensación que transmite al alumno es que cuestionar determinadas dinámicas puede tener consecuencias poco agradables y que, en algunos casos, pesa más proteger la imagen de la institución que escuchar las críticas de quienes forman parte de ella. A esto se sumaba un trato que, en mi experiencia, resultaba clasista y condescendiente dependiendo del perfil o la procedencia del alumnado. Es difícil sentir que se valora el esfuerzo académico cuando la impresión es que no todos los estudiantes parten del mismo punto a la hora de ser escuchados o tenidos en consideración. Considero que, para el elevado coste de la matrícula y el trato recibido por parte de las autoridades universitarias, no merece la pena estudiar en esta institución. Mi paso por ella me dejó la sensación de que se prioriza mucho más la imagen y el prestigio de la universidad que la calidad real de la formación y la experiencia de sus estudiantes.
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